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Outubro Rosa

Entenda o Câncer de Mama

O câncer de mama é um tumor maligno que pode se apresentar de várias maneiras, podendo variar de uma paciente para outra. Ele é formado pela multiplicação desordenada de células, que desencadeiam um ou mais nódulos na mama.

Como são vários os tipos desse câncer e a doença pode evoluir de diferentes maneiras, cada paciente terá uma estratégia de tratamento adequada para atender o seu caso. Apesar de ser uma doença predominantemente feminina, ela também pode acometer homens, porém, como é raro, esse tipo representa apenas 1% do total de casos da doença.

Segundo o INCA – Instituto Nacional do Câncer – esse é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres e consequentemente, o que mais causa mortes. Por esse motivo, o autocuidado se torna fundamental. Ao conhecer seu corpo, você saberá notar quando algo não estiver bem e com isso, poderá procurar ajuda médica e se for preciso, iniciar o tratamento de forma rápida.

Anatomia das mamas

Quais são os tipos de câncer de mama?

Existem diversos tipos de câncer de mama. Cada tipo é definido de acordo com o local onde o tumor surgiu, sua extensão, se existe a presença de receptores hormonais que podem estimular o crescimento do tumor e o modo como ele se desenvolve. A definição do tipo determina o tratamento que será seguido e isso será orientado pelo médico.

Principais fatores de risco

O câncer de mama não possui uma causa específica, por esse motivo, os especialistas apontam alguns fatores de risco que podem levar ao seu desenvolvimento. A idade é um dos principais deles, já que a doença ocorre com maior frequência após os 50 anos. Além da idade, os mais importantes são:

  • Obesidade e sobrepeso, especialmente após a menopausa;
  • Sedentarismo (inatividade física);
  • Consumo de bebida alcoólica;
  • Alta exposição a radiações (Raios-X, por exemplo);
  • Primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos);
  • Não ter filhos;
  • Primeira gravidez após os 30 anos;
  • Menopausa tardia (após os 55 anos);
  • Uso de contraceptivos hormonais (pílula anticoncepcional, por exemplo);
  • Ter feito reposição hormonal depois da menopausa por tempo prolongado (mais de 5 anos);
  • Histórico familiar de câncer de mama e ovário (principalmente antes dos 50 anos);
  • Alteração genética (especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2).

É importante ressaltar que a presença de um ou mais desses fatores de risco não significa, necessariamente, que a mulher desenvolverá o câncer de mama. O fator genético ou hereditário corresponde menos de 10% do total de casos da doença, ou seja, é um índice baixo. Outro ponto importante a destacar, é que muitas mulheres acreditam que a não amamentação é um fator de risco para desenvolver a doença. A amamentação prolongada é um fator de proteção, com isso, o aleitamento materno promove um fato de proteção, o que é diferente de fator de risco.

A prática de exercícios físicos ajudam na prevenção do câncer de mama

É possível prevenir o câncer de mama?

Adotar alguns hábitos saudáveis pode diminuir o risco de desenvolver o câncer de mama. Cerca de 30% dos casos da doença podem ser evitados com essa prática.

Alguns desses hábitos:

  • Manter uma alimentação saudável;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Evitar consumir bebida alcoólicas;
  • Evitar o uso de hormônios sintéticos;
  • Amamentar.

A importância do autocuidado

Cuidar e conhecer o seu corpo é essencial para que saiba reconhecer quando algo não está bem. Em diversas doenças isso pode contribuir para o diagnóstico e tratamento precoce, aumentando e muito as chances de cura.

No câncer de mama isso é ainda mais importante. O autoexame nada mais é do que conhecer seu corpo, se tocar e saber notar o surgimento de qualquer coisa diferente. Esse tipo de câncer pode ser percebido em estágio inicial, na maioria dos casos.

Autoexame

Principais sinais e sintomas

  • Nódulo – caroço – fixo e indolor (na maioria dos casos). Esse fator está presente em 90% dos casos quando o câncer é percebido pela mulher;
  • Pele da mama avermelhada ou retraída (parecida com casca de laranja);
  • Alterações do mamilo;
  • Presença de pequenos nódulos na região das axilas ou pescoço;
  • Saída de líquido anormal pelos mamilos.

Todos esses são sinais de alerta, porém, somente o médico poderá avaliar e detectar se de fatos esses sintomas correspondem ao câncer de mama.

Quando devo consultar o médico?

Você deve procurar o médico imediatamente quando detectar algum sintoma que citamos acima ou, quando alguma alteração mamaria permanecer por um período que não considere normal. Além disso, o ideal é que a partir da primeira menstruação, as consultas ao médico ginecologista ocorram ao menos uma vez ao ano e ele indicará os exames que deverá fazer, sempre que considerar necessário.

A Mamografia de rastreamento é indicada a partir dos 35 anos (podendo ser a partir dos 40 anos, de acordo com a recomendação de cada médico) e pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama. Já a Mamografia diagnóstica pode ser solicitada pelo médico em qualquer idade, com a finalidade de investigação de lesões suspeitas da mama.  Ainda assim, esse exame não apresenta boa sensibilidade em mulheres jovens, pois as mamas são mais densas e o exame pode apresentar resultados incorretos.

Mamografia

Diagnóstico e Tratamento

Quando existe qualquer sintoma suspeito, é preciso investigar. Além do exame clínico das mamas é preciso fazer exames, incluindo os de imagem. A confirmação só é feita por meio de biópsia, onde o material coletado será analisado pelo patologista para a definição do diagnóstico.

O tratamento varia de acordo com o estágio em que a doença se encontra, o tipo de tumor e as condições de cada paciente. Ele pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.

Sobre Outubro Rosa

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização realizada no mundo todo durante o mês de outubro e que tem como principal objetivo alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Ela visa também ressaltar a importância de olhar com atenção para a saúde, além de lutar por direitos como o atendimento médico e o suporte emocional, garantindo um tratamento de qualidade.

Esse movimento começou em 1990 em Nova Iorque, com um evento denominado “Corrida pela cura”. À medida que cresceu, outubro foi instituído como o mês de conscientização nacional nos Estados Unidos e logo se espalhou para o resto do mundo. No Brasil, a primeira manifestação ocorreu em 2002 com a iluminação cor-de-rosa do Obelisco do parque do Ibirapuera em São Paulo. Desde então diversas entidades passaram a iluminar prédios e monumentos, transmitindo a mensagem de que a conscientização e prevenção são necessárias.

Eu Luli, uma jornada de superação

Esse ano, o Estúdio Mais, que em todos os anos durante o mês de outubro contribui para que mais mulheres se conscientizem sobre a importância do autocuidado também na saúde, buscou uma mulher que não se enquadra nos fatores de risco mas mesmo assim, descobriu um câncer de mama. O fato de se conhecer, conhecer o seu corpo, deu a ela a chance de perceber rápido que tinha algo de errado, o que a fez procurar ajuda médica rapidamente, o que foi determinante para o diagnóstico e tratamento precoce.

A Luli, Luisa Stanicia Eugenio, descobriu no início desse ano que estava com câncer. Com apenas 24 anos e sem fatores genéticos que pudessem desencadear a doença, ela começou a sentir dores nas mamas, algo que não era comum para ela, nem mesmo durante o período menstrual. Isso a despertou a investigar e foi sua médica que notou um inchaço e solicitou exames para o diagnóstico. Dias depois, a confirmação veio e com isso, mudanças de hábitos, rotina, muitos exames, o tratamento, a cirurgia e a cura! Sim, em 7 meses ela já está curada e diversos fatores contribuíram para isso, mas com certeza, o autocuidado e agilidade foram fundamentais para esse final feliz.

A experiência da Luli nos fez perceber que, apesar de 80% dos casos acometerem mulheres mais velhas, mulheres jovens também podem desenvolver a doença, por isso, o autocuidado e autoexame são essenciais desde quando se torna mulher (após a menstruação). Além disso, mesmo sem histórico familiar e com uma vida ativa, a Luli teve câncer de mama. Outra coisa muito importante: o câncer não é uma sentença. Sabemos que receber esse diagnóstico e encarar o tratamento não é uma tarefa fácil. É uma doença grave e que precisa ser tratada o mais breve possível, porém, tem cura e quanto mais rápido agir, mais rápido chegará a ela.

Luisa Eugênio

Mamografia do Bem

Esse mês também nos juntamos ao FEMME, um laboratório pioneiro em Medicina Diagnóstica dedicado exclusivamente à saúde da mulher, com destaque para a prevenção do Câncer Ginecológico e Medicina Fetal.

A Mamografia do Bem acontece durante o ano todo. Ao cuidar da sua saúde no Femme você pode fazer parte de um grande projeto solidário. Ao realizar um exame no laboratório, a paciente poderá indicar uma pessoa para ganhar uma mamografia sem custo, ajudando quem precisa. Não é demais? Para saber mais acesse: https://laboratoriodamulher.com.br/mamografia-do-bem/

Gostaram desse conteúdo? Bastante informação para ficar sempre ligada com o seu corpo e sua saúde. Ame-se! Cuide-se!



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